dimanche 11 janvier 2009

as maos inquietas


A oficina do vento
De mao inquieta, acamada,

num jeito nervoso, desfaço
a falsa prega no lençol a meio do leito.

Apraz-me o seu frio e os fios de linho
ai bordados.

No lugar do rosto surge o espectro da noite antiga.

Apoio o cotovelo na almofada
descanso o resto do braço,
enquanto me ferve a fronte.


Em pano de fundo, oficina o vento:

Traz aromas de banhos quentes
lavanda e tomilho, abonando
este caminho evoco-te suado e nu,
distante.

Melhor assim, partiràs antes de madrugar-me o sol.

( publicado em dezembro 2008)

LM, 28-12-08

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