samedi 23 mai 2009

Dobro e sobro


Como giestas bravas

Um ar inventado

Onde respiram dolentes

Aves brancas como anjos sem pés.

Deixam dedadas no espelho do quarto.


O pensamento atravessa-me o lhar.

Despedimento

Ou inauguraçao de um novo dia

Num quebrar de palpebras.


Esbatida no silêncio como o luto,
Uma pintura enigmàtica
e paisagista de Balthus

Inclinando a Suiça, para o vértice mais abrupto do gelo.


O vento assopra desmancha-me e leva-me.

fragmentada numa risca lasco o marmore.



Amarrotar a ternura molhar a roupa
E perder-me na tempestade
.

LM, 2008

A sincope do rapto nao me poupa.
levo no dedo o corte e na agulha a linha, azul.


Tenho quatro maos dentro de mim

a cozerem pao e a fiarem o linho.

Hei-de esperar o secar da macela,

fazer-te chà para te acalmar as visceras.

Planto beijos nas tuas coxas quentes.

Por instinto caço como um cao e preparo-te

um met digno das minhas preces.

Oficina bem o teu cantar, desvia a fenda

neste sangrar do meio do corpo.

Prova-me o agravo, limpo o prato com a lingua

e observo-te nos olhos.

LM, 2008

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