mardi 15 avril 2008

para voltar ao mundo















entre o corpo e a parede, deixo de respirar
enxovalho a camisa de noite, subindo-a tem punhos brancos, descosidos, falta um botao deixo de estar suspensa, meia- nua fico ali sem tempo, demorando-me, escorrego até meio, so volto a cara espalmada, nao me vejo ou sinto nesse momento tao a desproposito qualquer dessas imagem é fixa embora a lentidao do instante me deixasse o lazer, imaginando a personagem que desmaia acordada se desdobra fora dos lençois com a câmara a captar à volta estou sentada no corredor, como cheguei aqui? a camisa esticou até aos pés e no fundo agito o pensamento pra voltar ao mundo nao emiti som algum, nem a rastejar digo entao: - vem comigo respirar este caminho -nao posso, respondes insisto com o bater de leve dos meus dedos no teu ombro: - jà nao nos obedecem as palavras sensatas é hora de estampar no mapa a mao toda, oferta uma bofetada geografica apontando o sitio de um encontro longinquio.

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