samedi 18 avril 2009


Comemoraçao do dia mundial da dança
(29 e 30 de ABRIL 2009 – 21h30)

AUDITÓRIO MUNICIPAL EUNICE MUÑOZ
Para marcação de bilhetes (a partir de 1 de Abril )
Entrada Livre limitada à lotação do espaço.
Reservas por telefone - 214 408 547/ 214 408 524
Por mail - maria.gil@cm-oeiras.pt

dimanche 5 avril 2009

le secret des hommes

Le secret des hommes


Le cœur se brise et ses reflets

coupent mes doigts de givre.


Ta bouche s’ouvre à l’amour,

Son prénom, le premier,

tremble entier devant le secret des hommes.


Elle pleut du neutre et un soleil épingle sa surprise

( moi j’ouvre le livre de l’évitement ).

LM,

O8

O9

samedi 4 avril 2009

no postigo da janela das bruxas








a acàcia pende dura e desfalecida
a
bruxear o azul da noite.


vou soluçar virada para a lua,

apagar os dias,
riscà-los
ou sarar a ferida dos vivos
cozendo mézinhas de macela e tomilho,

sorvendo tudo em golos sôfregos.


vês a acàcia endurecida
pesando a minha nuca?

estalo a lingua na cançao da montanha,
sigo as notas de rodapé,
esqueço fugazmente o que me vai moendo.


leio nos olhos fechados das bruxas,

no postigo da janela baixa,

que nas almas dos que procuram a luz,

se encontram a mao e luva,
a pele o po,
e num silêncio de vozes antigas

o nosso passado comum.


LM, abril, 2009

mercredi 1 avril 2009


Comemoraçao do dia mundial da dança

(29 e 30 de ABRIL 2009 – 21h30)

AUDITÓRIO MUNICIPAL EUNICE MUÑOZ

Para marcação de bilhetes (a partir de 1 de Abril )

Entrada Livre limitada à lotação do espaço.

Reservas por telefone - 214 408 547/ 214 408 524

Por mail - maria.gil@cm-oeiras.pt

APRESENTAÇÃO DOS ESPECTÁCULOS no CAFÉ da DANÇA

– Centro de Dança de Oeiras (Palácio Ribamar – Algés)

Dia 14 de ABRIL - 18h00

A Câmara Municipal de Oeiras, a Revista da Dança e o Centro de Dança de Oeiras associam-se para as comemorações do Dia Mundial da Dança de 2009 estreitando laços para homenagear alguns artistas portugueses que, pelas mais diversas razões, têm dignificado a dança em Portugal e no estrangeiro.

Entre eles contam-se Águeda Sena e Bernardete Pessanha - bailarinas pertencentes a uma geração pioneira da dança portuguesa - Graça Bessa e António Rodrigues, fundadores da Academia da Dança de Setúbal e da Companhia de Dança Contemporânea, Isabel Queiroz, bailarina principal do Ballet Gulbenkian (a título póstumo), Lídia Martinez, coreografa-bailarina que fez toda a sua carreira em França, Olga Roriz, bailarina-coreógrafa directora da sua própria companhia, Benvindo Fonseca, ex-bailarino principal do Ballet Gulbenkian e coreógrafo, Sílvia Nevjisnky, antiga bailarina das companhias de Paul Taylor e Lar Lubovitch e Alexandra Bataglia, bailarina e coreógrafa fundadora da Companhia Amálgama.

O seu trabalho, nem sempre devidamente reconhecido e suficientemente valorizado, merece, contudo, ser lembrado por aqueles com quem partilharam os palcos e que deles, generosamente, receberam gratificação artística e intelectual.

Quantas vezes em condições adversas, todos carregaram a tocha do "fogo sagrado" ultrapassando dificuldades, designadamente físicas e económicas, e mostrando uma inusitada perseverança e um forte amor pela sua arte.

Todos eles trilharam caminhos com obstáculos demonstrando coragem perante as adversidades e, acima de tudo, uma especial integridade no seu trabalho. Aquela de que se fazem os verdadeiros artistas.

Com este modesto contributo, as entidades patrocinadoras destes espectáculos - às quais se junta a comunidade da dança portuguesa -, esperam contribuir para dignificar a arte da dança. E também para que os artistas mais jovens vejam nos homenageados (bem como nos participantes) exemplos ímpares de trabalho, realização artística e, até, espírito de missão.

António Laginha

PROGRAMA do Dia 29 de Abril

18H00

Inauguração da Exposição ISABEL QUEIROZ – Uma Vida Dedicada à Dança e ao Ballet Gulbenkian

Inauguração de Exposição Uma Carta Coreográfica

Espectáculo de Dança

21h30

Primeira Parte:

Leitura da MENSAGEM do DIA MUNDIAL DA DANÇA (UNESCO) – António Laginha

Mensagem do Dia Mundial da Dança 29 ABRIL – 2009

Da autoria do bailarino-coreógrafo Akram Khan

Este dia muito especial é dedicado à única linguagem que, neste mundo, cada um de nós sabe falar. Uma linguagem inerente aos nossos corpos e às nossas almas, a dos nossos antepassados e dos nossos filhos.Este dia é dedicado a cada deus, guru ou avê que nos ensinou e inspirou. A cada cântico, impulso e instante, que nos incitou a mexer.É dedicado à criança que gostaria de se movimentar como o seu ídolo e à sua mãe que lhe diz “já o podes fazer”.Este dia é dedicado a cada ser com o seu credo, cor e cultura, que transforma as tradições do seu passado em histórias do presente e sonhos para o futuro.Este dia é dedicado à Dança. À sua miríade de dialectos e ao seu imenso poder de exprimir, de transformar, de unir e de deliciar.

Cerimónia de Homenagem

a LÍDIA MARTINEZ, SÍLVIA NEVJINSKY, BENVINDO FONSECA e ALEXANDRA BATAGLIA

apresentados respectivamente por Maria Reis Lima (bailarina-corógrafa), José Carmo Garcia (arquitecto), Barbara Griggi (bailarina-coreógrafa) e Risoleta Pinto Pedro (escritora)

Com projecção de fotos/ filme sobre cada homenageado

e distribuição de medalhas (António Laginha, pela Revista da Dança e representante da CMO)

Segunda Parte :

1 - Companhia Olga Roriz / Maria Cerveira – excerto de "Inferno" (canção por Amália Rodrigues)

2 - Manuel André e Inês Ferreira - “Nijinsky ou o Sentimento” (estreia absoluta)

3 - Tarikavalli – solo de Bharata Natyam – estreia absoluta

4 - Sílvia Magalhães (solo de obra de Thierry Malandin)

5 - Lídia Martinez - “Numa Renda de Orgulho” (estreia absoluta)

6 - Adriana Queiroz e Henrique Feist - dueto do musical "Cabaret"

7 - Ana Santos – “Murmúrio”

8 - Maria João Roldão - “3 Valsas Isadoráveis"

9 - Companhia Amálgama - extracto de "Mater"


Dia 30, um programa de Dança Clàssica,

consultar a informaçao no Centro de Dança de Oeiras.

lundi 30 mars 2009

Nenna ( extrait)


extrait d'une nouvelle pièce de théâtre


Nenna


-As-tu fermée la porte du cellier?

- Pas encore, la lumière est si douce à cette-heure-ci

de la soirée, on a besoin de sa chaleur.
- Ils sont encore là…nos invités?

-Oui, ils dorment.

- Ils dorment, ils couvent tu veux dire.

- C’est ça, ils se sont allongés après la beuverie.

Tout y est passé, même le petit alcool sans intérêt

et que je gardais pour y glisser quelques cerises, tu sais ?

On a plus fait de ginja depuis que Vagia est partie,

les salauds l’ont emmenée…

-Arrête ! ça ne sert à rien de geindre,

si je pouvais mettre le feu à ces cafards !

Regarde-les couchés sur le dos,

la braguette ouverte et leurs mains dessus.

- Qu’ils crèvent !

J’aurais du mettre du poison dans le vin,

tu ne m’as pas laissé.

-Je suis encore maîtresse des lieux que je sache !

Le meurtre dans la famille n’est pas très prisé…

même si on aime se bouffer le nez pour un rien.

-Personne ne l’aurait su !

Je vais couper leur bite, tu vas voir !

( elle prend un couteau)

Ensuite, je leur foutrai le feu, tu veux maîtresse ?

Comme ça on pourra être tranquille à nouveau…

tu t’en souviens ?

Le temps s’éclaircit , regarde c’est un signe…

Va, dis-le ce mot tant attendu

« Coupe leur bite de soldat violeur

et fou le feu à leurs corps démembrés…ah, ah, ah…

( elle s’agite, se bat…)

-Que fais-tu ? Tu perds la tête ?

Calme-toi Nenna, viens, viens ici, dans mes bras,

ils ne te feront plus aucun mal,

je te protégerai, c’est fini…c’était il y a si longtemps.

Ils sont tous morts Nenna, regardes-moi !

-Ce sont leurs enfants !

C’est pareil !

-Non, c’est pire, mais on ne fera pas ça avant que Foppa

ne sera revenu.

-Tu es folle maîtresse…Il est mort ton Foppa !

-Je t’interdis même de le penser !

Chauffe-moi le bain, on sent leur alcool jusqu’ici.

Vas y et refais-toi le chignon, tu as l’air d’une vieille femme

égarée.

-Je le suis !

( ...)
LM, Paris 2009

samedi 28 mars 2009

Langues de soie




Langues de soie
robes sages, murmures apaisés,
piments sucrés,
feux couchés le long des jupes
ciselées d'or
jambes offertes,
brûlures secrètes
vibrent vos doigts d'écritures palpables.

Libérez mon cri et la soie sous le désir
pimenté du fruit rouge,
ordonnés les seins pointent déjà
une aube plus claire,
double piqure à vos lèvres
mordant les tissus libres.

Robes
recousent au sol,
vos destins en décroisant les fils.

LM
08,09

samedi 21 mars 2009


m é p r i s e

rien ne laissait prévoir que l’homme ne puisse pas revenir

sans crainte ni peine. comme tout était clair et sans faute.

non, rien ne laissait prévoir l’allure courbée de mon dos après.

dépliée alors, je le portais. pas le vrai corps, celui de la chair

restait couché au bord de l’eau ou sur elle.

mais... je gardais l’odeur de tout enroulée dans une serviette

éponge cachée au fond du placard. Signe et signature de l’oubli.
LM