mardi 30 décembre 2008

Corel la " Pirate" de bariloche"!!!






















" (...) Y Corel... ya veremos pero vos me conoces?
la prolongacion de valeria en la tierra, tambien muy dotada para la musica y la danza,
la mas musical de los tres. y Roberto... que te voy a contar a vos,
mas musico que nunca y un señor de la montaña, nuestro Charles Ingalls."


Princesse Corel, filha de valéria Richeti e de Roberto Tormo,
amigos artistas que passaram por Paris, consumindo sonhos
e trabalhando comigo, maravilhosos artistas , dança e musica,
voltaram para a Argentina, Patagonia!!!

Este post é dedicado a linda familia que têm,
pois ainda hà mais dois pimpolhos .


Para valeria escrevi:

Poema del ùltimo dia –1

Hoy yo consumo mis suenos de hombre en el culo del mundo.
Y aquellos que poseen el mundo me enferman.
Aprendan entonces, que mi fatiga yo no la puedo compartir.
Sin embargo yo me sorprendo de estra aqui, con los ustedes,
Entre el ciel y la tierra.
Solo la palbra poética es liberadora, y una vez el hombre dispierto
A esta experiencia, no puede mas volver al letargo del grupo.
“ No toques mi creacion”, Yo le digo. Eso quebrara el ala derecha
de la gaviota en exilio. A que servirà elle entonces ?
Un dia yo pude dicir a un director de teatro.-« Eh, come mi torta, comé ;
Vas a hacerme engordar ». El rio , fue contagioso. Y celebramos juntos
El silencio que siguio.

Poema del ùltimo dia- 2

Miren, miren, ahora me estàn cortando un dedo
Eh, usteds me rompem un pedazo de vestido,
y me ciegan con su sentencia.los artistas lanzan un desafio
a aquellos que poseen el mundo.
-Acà ! Corten, no , màs rpofundo donde no hay màs sangre..
Vayan, vayan màs lejos, no van a encontrar màs que silencio.
Este lugar no tiene un lugar donde recibir nuestra torpeza.
Donde la podemos decir, la podemos mostrar desnuda e pùdica a la vez ?
Yo gaigo en el mundo, ressuscito, y la danza vuelve a visitarme.
Gracias, gracias, muchas gracias.
Por la vida, en la danza , soy u, pàjaro que cojea.
La danza me obliga a plegarme, y para poder, levantar una pluma,
Con esfuerzo debo desplegarme.
Mi brazo es un ala quabrada, el quisiera abrazarlos
dejandolos libres.

Poema del ùltimo dia- 3

Yo prefiero decir gracias, me encanta decirlo, pero yo no olvido
de decir mierda.
Yo prefiro decir si, pero és el no que se impone.
Yo muredo mi mano antes que el perro me la muerda.
A cada cual su veneno.
Yo soy insolente, y yo no soy insolente.
yo inscribo aqui mismo ésta liberdad de palabra,
esta liberacion.
La escenaes todavia, quizà, él unico lugar
donde pudemos compartir
La vida y la muerte.
Por eso, yo debo agradecerles.
Yo soplo sobre una flor de arena y espero
Que al roca se habra en un unico grano.
Es mi primer descubrimiento del dia…
Ha sido el ùltimo poema de lidia.
Yo soy valeria richeti, argentina,
el canto frué mi lengua natal,
y cuando yo miro el mar, yo me digo :
« - los naufragos no mueren, éstan solos
y profundamente adormecidos ».

lidia martinez ( traduçao, valeria richeti)

BOM ANO 2009



dimanche 28 décembre 2008

uma bainha refeita








maos acamadas num gesto nervoso








a historia das noites antigas em pano do fundo

samedi 27 décembre 2008

dois no chao


dois no chao

dormes como o Rei do Absoluto,

meu esquilo,

cuspo nos dedos

para te roçar depois a fronte,

benzendo-te.

esfrio nesta espera,

afasto a cortina,

aqueço-me na tua la.


disfarçado de morto

para que te deixe,

entristeces o meu coraçao.


lavro as horas com o meu silêncio,

ventura melodiosa

exalta-me os sentidos,

por instinto penso :

« carne de cao »

e abocanho-te firme.


afinal o cadaver estava desfeito,

era so um esmolar de cobertores tisnados

de amores desfeitos, esfomeando-me

com o teu cheiro.


na madrugada esperançosa,

rio em mim.

Rodelinda









RODELINDA

Rodelinda olhou-se no espelho e coincidiu com a imagem.
Quando eu morrer, pensou, o que morrera comigo ?
De maos crispadas na saia, rangeu os dentes solidos.
Fazia uns estalidos estranhos com a lingua,
como se o tique lhe aliviasse a tensao que lhe
percorria o rosto.
Se eu fechasse os olhos e tudo desaparecesse ?
Um gesto de despedimento arrancou-lhe uma unha sem gemer.
Quebrou as palpebras, ampliou a boca num esgar.
Endireitou-se, limpou a fenda de rubro fogo,
julgou mal o acontecido.
O homem deitado, respirava sem ruido.
Agarrou-lhe o cinto e escondeu-o na gaveta.
Escapou pela janela e resolveu caminhar de pés descalços.
Equilibrando-se na borda do passeio,
repetia o pensamento morbido que lhe ia na alma:
se eu escorregar agora e pisar o asfalto,
chego a casa e ele esta cego, cego e morto.
Como um animal marinho abismado num rochedo,
ela percorreu a distância sem queda alguma.
Aliviou o corpo e atravessou a estrada.


Lidia martinez
Paris, 26-12-2008

vendredi 26 décembre 2008

Zéphiro


Descuidada, Ombra mexia-se com uma graça particular. De uma grafia marcante e desalinhada, usava fita de veludo para lhe acalmar os canudos sombrios e brilhantes, era um pàssaro a dar de beber às maos. O timbre da sua voz sacudia o desejo. O Mortes era alto e usava calças estreitas,
rotas de proposito,
era um pobre de fingir. Tudo nela era vento, tudo nele era marmore. O polegar de Mortes arranhava o joelho e desfiava a ganga, enquanto Ombra assobiava um Zéphiro. Faltava-lhe talhar esse tempo, esse assopro, pensou Mortes e embaciou a boca de Ombra com um beijo. LM, julho 2008

jeudi 25 décembre 2008

Frases com titulos...


( ...) frases com titulos
Acontecem assim e vao fazendo numero,
talvez também algum sentido
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Cegar o céu
Uma vida branca
O peso da luz
Tudo em caixas
As grandes horizontais
O profeta do passado
O homem incompleto
Fotografias cheias de paciência
O suspirar da ra morta
O fato novo do cao da condessa
Comido pelas arvores
Escrever em voz alta
Tirar à sorte
Fechar a porta
As tartarugas felizes
Uma estrela que dança
Entre o céu e a boca
Destinos enrolados
Suspirantes memorias
As costas pesadas
Conter multidoes
Um bando de corvos pousados
num salgueiro-chorao
A perplexidade e a falta de ar
O cheiro a escuro
O cotovelo da historia
A rua da padaria quente
O lagar do sebo
A rua da lava
Ladrar à feira
O bolo da veia
Peneira de perolas
Uma magica leitura do mundo
Uma neblina de gestos
A lama incomoda
Resolver a sua perdiçao
A garganta cheia de sol
Ais e suspiros longos
A natura divina do corpo
A valsa dos derviches
Florir a boca de beijos
As maos feridas do senhor Van Gogh
Três lebres unidas pelas orelhas
Enxugar uma rede com um beijo
A lua branca
Um vazio entre dois perfumes
Acordar as cinzas
Apelo telurico
Um beijo de caracol
O Penhorissimo !
Escondido nas dobras do tempo
Cadaver, o que sobra
Cair dos saltos altos
A musica das pedras
As coisas têm as suas proprias lagrimas
Fazer numero
O anonimato é sempre rebelde
Ter deus nos olhos
A recordaçao é a tumba
Uma criaçao sem obra
Mimar o jogo, mimar o amor
Passar a palavra ao fio da espada
Os gestos falecidos
A coragem dos passaros
Penultimo pudor antes da confissao
O orvalho suspenso nos labios da folha
Antiguidades melancolicas

Cansar o texto ( ... )

LM, Paris

lundi 22 décembre 2008

um adeus perfeito













Roçei-te a face como se fosses um filho meu
ou um irmao criado junto ao seio gémeo da mesma mae.